Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008



Divulga este cartão de Natal e abaixo assinado pelas Crianças de Lisboa e de Portugal!

A Assembleia da Republica Portuguesa!
A Câmara Municipal de Lisboa!

"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa" e Defesa do Património do Hospital de D. Estefânia

www.PetitionOnline.com/18772008

A Assembleia da Republica e Câmara Municipal de Lisboa



Amigos!
O anterior abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa, infelizmente não alcançou resultados práticos, conseguiu-se apenas que o espaço actual do H.D. Estefânia continue a pertencer ás criança e não ao circuito da especulação imobiliária.
As parcerias privadas instaladas no Ministério da Saúde e o responsável pelo plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos, infelizmente parecem ter maior poder decisório e de influência do que os órgãos de soberania por nós eleitos!
A saúde das nossas mães e crianças é um bem precioso de mais para depender das estratégias de lucro e do sector bancário
Em substituição do histórico Hospital D. Estefânia e apropriando-se da sua ideia, actualmente especula-se que a parceria privada tem planeada uma Torre Pediátrica no Hospital Privado entanto, para as restantes crianças utentes está apenas reservado um simples Serviço de Pediatria no Hospital de Todos os Santos em Chelas!
Argumentam com falta de espaço em Chelas e custos de manutenção, o que é insultuoso, quando estão previstas negociatas milionárias com os terrenos dos antigos Hospitais Civis de Lisboa.
O Serviço Nacional de Saúde que querem destruir, é o único regulador de qualidade e equidade e de formação de profissionais que garante o livre o acesso a todas as crianças de Portugal independente da sua condição social, raça ou credo.
Peço assim em nome das nossas crianças, dos valores de civilização de solidariedade e democracia que estão a ser postos em causa. Assinem e divulguem este novo abaixo-assinado que foi endossado e subscrito pelos três expoentes referência dos Hospitais Pediátricos de Lisboa, Porto e Coimbra!
Julgam desmotivar o nosso povo ignorando-o?!
Provemos que se enganaram!
Assina Pedro Paulo Paulo Machado Mendes
Lisboa 24 de Dezembro de 2008

wwwcampanhapelohde.blogspot.com






Pedro Paulo Machado Alves Mendes
( que endossou o anterior abaixo assinado entregue pela Plataforma ao Ilmo Presidente da Republica Portuguesa )

www.PetitionOnline.com/18772008




Em anexo o texto elaborado pela Plataforma com que me identifico inteiramente !

FAVOR DAS CRIANÇAS DOENTES
- É UMA NOVA PETIÇÃO
DIRIGIDA À ASSEMBLEIA DE REPUBLICA E À CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA
”Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa”
www.PetitionOnline.com/18772008
Leia o texto, assine e divulgue a contactos de e-mail, colegas e amigos.
Seja solidário com os mais pequenos que ainda não têm voz!
- Caros amigos que acreditam na criança como o maior património do nosso futuro colectivo
- Caros amigos que não aceitam que, com a extinção do Hospital de Dona Estefânia em 2012), as crianças deixem de ter o seu Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto com os adultos no futuro Hospital geral de Chelas (Hospital de Todos os Santos)
- Caros simpatizantes da causa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa
Por razões prioritariamente financeiras, as crianças de Lisboa e do Sul do Pais vão perder o seu Hospital Pediátrico (Hospital de Dona Estefânia) e ser encaminhadas para um sector integrado num Hospital geral a construir em Cheias.
Adultos e crianças doentes vão ai partilhar muitos espaços, salas de espera, gabinetes de técnicas e vários profissionais que tratarão indiscriminadamente idosos de longa idade e de seguida bebés de semanas e meses, por vezes muito prematuros.Contra esta situação, quase 80.000 cidadãos assinaram uma primeira petição dirigida ao Sr. Presidente da República e também entregue ao Ministério da Saúde. Apesar disso, os projectos continuaram inalterados.
Terão de ser os adultos de hoje a voz das crianças que ainda não nasceram, as que se encontram em gestação e as ainda de tenra idade que irão encontrar um hospital geral com adultos como local onde futuramente serão tratadas se sofrerem de doenças raras ou muito graves ou complexas.
Por favor, assine e divulgue esta petição da melhor forma que puder.
Tentemos mais uma vez sensibilizar os governantes e responsáveis, que felizmente vão inaugurar um novo Hospital Pediátrico para as crianças de Coimbra em 2009, para essa necessidade também em Lisboa.
Um minuto seu agora pode significar muito para as criança doentes de amanhã.
Agradecimentos da

Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa

Divulga este cartão de Natal das Crianças de Lisboa e de Portugal!
A Assembleia da Republica Portuguesa!
A Câmara Municipal de Lisboa!
"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa"

A Assembleia da Republica e Câmara Municipal de Lisboa

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition

FAVOR DAS CRIANÇAS DOENTES
- É UMA NOVA PETIÇÃO
DIRIGIDA À ASSEMBLEIA DE REPUBLICA E À CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA
"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa"
http://www.PetitionOnline.com/18772008


Leia o texto, assine e divulgue a contactos de e-mail, colegas e amigos.

Seja solidário com os mais pequenos que ainda não têm voz!

- Caros amigos que acreditam na criança como o maior património do nosso futuro colectivo
- Caros amigos que não aceitam que, com a extinção do Hospital de Dona Estefânia em 2012), as crianças deixem de ter o seu Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto com os adultos no futuro Hospital geral de Chelas (Hospital de Todos os Santos)
- Caros simpatizantes da causa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa

Por razões prioritariamente financeiras, as crianças de Lisboa e do Sul do Pais vão perder o seu Hospital Pediátrico (Hospital de Dona Estefânia) e ser encaminhadas para um sector integrado num Hospital geral a construir em Chelas.
Adultos e crianças doentes vão ai partilhar muitos espaços, salas de espera, gabinetes de técnicas e vários profissionais que tratarão indiscriminadamente idosos de longo idade e de seguida bébes de semanas e meses, por vezes muito prematuros.
Contra esta situação, quase 80.000 cidadãos assinaram uma primeira petição dirigida ao Sr Presidente da Républica e também entregue ao Ministério da Saúde. Apesar disso, os projectos continuaram inalterados.
Terão de ser os adultos de hoje a voz das crianças que ainda não nasceram, as que se encontram em gestação e as ainda de tenra idade que irão encontrar um hospital geral com adultos como local onde futuramente serão tratadas se sofrerem de doenças raras ou muito graves ou complexas.

Por favor, assine e divulgue esta petição da melhor forma que puder.

Tentemos mais uma vez sensibilizar os governantes e responsáveis, que felizmente vão inaugurar um novo Hospital Pediátrico para as crianças de Coimbra em 2009, para essa necessidade também em Lisboa.

Um minuto seu agora pode significar muito para as criança doentes de amanhã.

Agradecimentos da
Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa









Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition

Domingo, 16 de Novembro de 2008

DIVULGA E COMPARECE DIA 27 DE NOVEMBRO ÀS 12 HORAS , FORUM EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS SALA DE CONFERÊNCIAS H.D.E.



FORUM EM DEFESA DOS
HOSPITAIS PEDIÁTRICOS

SALA de CONFERÊNCIAS - HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA

27 Novembro 2008 - 12horas

Oradores: Porto, Coimbra, Lisboa
Debate:
- Lançamento do Movimento “Em defesa dos Hospitais Pediátricos”
- Lançamento de um novo Abaixo-Assinado, agora dirigido à Assembleia da República e à Câmara Municipal de Lisboa

“Os abaixo-assinados defendem a existência de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, moderno em conceitos e em tecnologia, orientado para os superiores interesses da Criança e do Adolescente (assim incluindo a Assistência, o Ensino e a Investigação), com total separação entre Crianças e Adultos doentes.
Ele deve possuir completa autonomia técnica, administrativa e financeira, muito embora com relações privilegiadas com outras estruturas próximas e diferenciadas do Serviço Nacional de Saúde, de que será exemplo o futuro Hospital de Todos os Santos, mas considera-se manifestamente inadequada para a condição da Criança, a Cidade e o País, a programada transformação do actual Hospital Pediátrico de Dona Estefânia num simples serviço de pediatria desse futuro hospital geral de adultos”.


ORGANIZAÇÃO: Plataforma Cívica (Ana Paula Soudo (Fisiatria); António Gentil Martins (Cirurgia Pediátrica); Carlos Azevedo (Capelania); Fátima Alves (Cirurgia Pediátrica); José Pedro Vieira (Neuropediatria); Mário Coelho (Pediatria Médica); Pedro Paulo Mendes (Radiologia); Teresa Rocha (Anestesia)

Contacto e-mail: estefania.boletim@gmail.com

Domingo, 2 de Novembro de 2008

: A criação da Associação "A Arquinha" . Fabulação infantil ou realidade ?!!!!









Noticia de Ultima Hora : Constituição da Associação “ A Arquinha”
Imaginação infantil ou realidade ?
Recebemos informação de uma jornalista credenciada que escreve com o pseudonimo de Manu, reportagem sobre uma importante reunião que criou uma nova associação "Arquinha".
A Jornalista , Manu, convidada de honra para da cobertura jornalística a esta reunião, informou-nos ainda que Assembléia decorreu em clima de acalorada discussão mas em que dominou a cordialidade.
A escolha do nome decorreu de duas razões uma mítica outra em contraponto a dos adultos que defende o hospital com o nome de a “ A Arca de Noé” “ .
As duas associações são contudo absolutamente distintas e não se coo responsabilizam pelas diversas acções .

Reportagem da Assembleia constitutiva :

- Em intervenções emocionadas e indignadas justificou-se a criação da nova associação pela necessidade de concentrar esforços em acções imediatas pois chegaram informações seguras , de que novo plano funcional do HTS não contempla o Hospital Pediátrico de Lisboa e que podem estar a ganhar tempo em manobras de diversão.

- Devido a inexistência de resultados concretos do anterior abaixo assinado , a assembléia aprovou por unanimidade apoiar a divulgação de um novo agora endereçado diretamente a todos políticos e partidos com representação na A.R. , agradecendo que expliquem aos eleitores onde estava escrito nos seus programas eleitorais o proposito de destruição de D. Estefânia e ou Hospital Pediátrico de Lisboa e caso não e se em desacordo que exijam responsabilidades.

Foi criada uma comissão para colaborar no projecto e concretização das diversas iniciativas .

-Envidar-se-ão igualmente esforços na união de outras congêneres em defesa do H.Pediátrico.


- Apesar de divergências sobre as funções , constituição e forma de controlo foi decidida a criação do SIDHP ( Serviço de Informações em Defesa do Hospital Pediátrico) A função essencial deste departamento será a de defender a “ A Arquinha” ou os seus membros de qualquer ataque inesperado . Definiu-se que os “ fins não justificam os meios e que a principal forma de obter informações era a utilização do “ jogo das coincidências” .Todos os portugueses e lisboetas poderão participar independente de serem sócios. O jogo consiste em procurar na Net os nomes de todos os intervenientes no processo de construção do actual projecto do H.T.S., quem os Ministros da Saúde elogiaram nos seus discursos, encontrar coincidências nas suas relações e de eventuais interesses e vivências em comum e inclusive se foram alvo de processos judiciais em conjunto e quem custeou a sua defesa quando réus - Deliberou-se ainda o pacto de honra e silencio na protecção de todas as fontes que colaborem com a Arquinha e uma anistia a todos os que tenham colaborado com os destruidores do H. pediátrico mas que estejam sinceramente arrependidos contanto que não tivessem à ver com a ver com a familia dos " homens cinzentos que querem a todo o custo lucrar com a saúde das crianças e dizem que dissimuladamente estarão infiltrados nos organismos dos ministérios.



- Na seqüência da anterior decisão, refere-se uma interessante intervenção com o titulo “ Não há apenas carapaus com o rabo entre as pernas a brincar na praia, quando os tubarões atacam os "carapauzinhos de corrida " em alto mar“.
Informaram com convicção que estavam preparados para engolir os pequenos “pacotes de informação desde que autenticados SIDHP” e caso os tubarões atacassem os membros da Arquinha libertaram "tipo bombas de fragmentação retardada" e com disseminação a distancia.( uma espécie de Kamikazes de informação)
Apesar de aplausos decidiu-se “ Arquinha” só em ultimo caso e desespero de causa absoluto se ponderariam acções radicais deste tipo.

- Finalmente, a relações entre causa e efeito do que acontece em Portugal, ponderou-se a hipótese de enviar uma missão aos EUA, para informar-se junto ao Ex.mo Sr. Obama se pretendia continuar com o mesmo modelo de assistência materno-infantil ou se partilharia de alguma das opiniões de Michael Moore.
Apesar dos pressupostos verdadeiros esta moção foi rejeitada pela assembleia como ingênua pois o critério de alguns dos interessados no actual plano funcional não seria copiar o que há de bom , mas sim copiar ou rejeitar o que há de bom ou mal obedecendo ao criterio de "ganhar o maximo possivel nos novos hospitais ( e num pediatrico que dizem que estão já a construir) e diminuir todos gastos no S.N.S. para capitaliza-los em seu beneficio " mesmo que a custa da saúde das nossas crianças. Decidiu-se por via das duvidas dar-lhes o beneficio da duvida e mostrar em actos a todos que estavam enganados.


Nota do editor:

Felicitamos a criação da “Arquinha “
Agradecemos a Manu a cobertura jornalística desta importante reunião.
Aproveitamos para divulgar uma das mais importantes historias, desta corajosa jornalista ( quando da luta contra os homens cinzentos).divulgada no seu livro “ Manu a menina que sabia ouvir”.
(e cujo enredo parece assemelhar-se ao do que estamos a presenciar.....)

A publicação desta reportagem vincula exclusivamente e individualmente Pedro Paulo Mendes ( Ao faze-lo defende a Liberdade de imprensa das crianças e o seu livre Direito Constitucional de Livre Associação e Opinião e e ainda por estar de acordo com a máxima ;
"Na resolução dos pequenos acontecimentos talvez encontremos a chave para a solução dos grandes "

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Entregamos o Abaixo Assinado mas as manifestações de apoio continuam ! Aguardemos a publicação do " Novo Plano Funcional"

21/03/2002 - LISBOA
76674. Clarisse Maria Trindade Barradas Andrade Por FAVOR...! NÃO FECHEM ESTE HOSPITAL !!! A minha filha também ali esteve internada com um traumatismo craniano e foi especialmente muito bem tratada!!! Como é que é possível fechar um Hospital destes ???! Espero que único hospital de Lisboa que dá garantias às famílias no acompanhamento das suas crianças nunca feche porque o Bom Senso tem que Imperar.
Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças. É imperativo que Lisboa não perca o único hospital pediátrico que tem. Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças.
É Muito Importante que este hospital se mantenha a funcionar porque é um dos que tem um Excelente Serviço Boas Instituições deste PAÍS devem ser acarinhadas Lisboa não pode prescindir do único Hospital Pediatrico que tem. as crianças precisam deste hospital que tem características únicas. Tenho esperança que LISBOA não vai perder o precioso e único HOSPITAL PEDIÁTRICO.
76673. Maria Gida Lourenço 5332222 76672. Ana Lúcia Rachon Paulo 76671. Ana Lúcia Rachon Paulo 76670. Maria Eugénia Esteves 6040448
76669. Ana Salvado As
76668. José Francisco 76667. Santana Calisto 76666. Cremilda Teixeira...

A todos que tem apoiado e divulgado a Campanha, saudamos e informamos que foi anunciado em Boletim Informativo do Centro Hospitalar de 2 de Outubro a publicação de um Novo Plano Funcional.
Aguardemos; oxalá não se frustrem expectativas e que este plano não só justifique o seu adjectivo de " NOVO" como, ao contrário do antigo, contemple no futuro espaço do Hospital de Todos os Santos um Hospital Pediátrico Especializado e autónomo de acordo com o modelo do actual Hospital de D. Estefânia.
Aguardemos igualmente a oficialização, por escrito e em lei, de que espaço do actual Hospital continue pertença publica e exclusivamente dedicado à criança e à pediatria, de acordo com os fins para que foi doado.
Caso tal não aconteça não baixaremos os braços !

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

A razão dos Hospitais Pediatricos especializados e sua relação com os Hospitais Polivalentes na rede de cuidados terciarios em pediatria



Abaixo transcreve-se o apontamento do Site da "Sociedade Portuguesa de Pediatria" e que se reporta ao problema essencial :

Transcrição do texto :

NewsletterNome E-mail Notícias
O Hospital de Dona Estefânia completa 131 anos no dia 17 de Julho de 2008
O processo de extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Sul do País tem levantado alguma polémica.

"Numa altura em que se discute o futuro da pediatria em Portugal, vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral. Conheça a posição da Plataforma Cívica de defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa".
( sublinhado nosso )

----------------------------------------------------------------------------------------------

Algumas considerações sobre tema proposto : "Vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral"


A razão desta campanha, justifica-se para alem do pressuposto fundamental de que "as crianças têm direito a um espaço e ambiente adequados à sua especificidade", considerarmos que a existência de Hospitais Pediatricos Especializados são um factor de garantia na qualidade da formação e consequente reprodução de quadros profissionais especializados em pediatria necessarios nos diversos patamares assistenciais na rede de cuidados infantis e inclusive nos Hospitais Distritais . .
O facto de nos Hospitais Centrais polivalentes os equipamentos e especialidades serem participados em comum com os adultos limita a expectativa de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional pediátrico . Esta consideração não implica qualquer juízo sobre excelência dos seus profissionais e reporta-se as consequências e limitações organizativas do modelo polivalente.
Pensamos assim, que foi a concentração casuística de patologias complexas em hospitais terciários infantis que permitiu a acumulação de experiência para que a maioria seja tratada no nosso Pais e não no estrangeiro.
Foi no Hospital D. Estefânia que se desenvolveu a Cirurgia Pediatrica (e mais recentemente outras sub especializações), que veio a ser exercida noutros centros, de renome nacional e internacional.
Na mesma linha de pensamento os Hospitais pediatricos justificam-se pela necessidade de concentrar a casuística de todas as patologias que, pela morbilidade e efeitos na saúde pública, obriguem à criação de "Guide Lines" verticais, que assegurem cuidados adequados baseados nas redes de acompanhamento consistentes de casos referenciados após primeiras consultas ( nefrologia e nefro urologia são um exemplo vivo , na prevenção da doença renal cronica ou das suas complicações com consequências gravíssimas para a criança família e economia em erário publico como neste e noutros campos se faz no HDE)
Estes Centros, que concentraram o saber pediátrico, constituem também espaços de diálogo, formação continua e actualização, não só dos nossos profissionais, mas também dos congéneres de língua portuguesa, de que todos já são exemplo, mas de que sublinhámos Coimbra através da Tele medicina em colaboração com Hospital Pediátrico de Luanda.
Não tenhamos dúvidas que, se não assumirmos este papel, outros países em nosso desprestigio o farão.
Lembramos assim aos políticos que os laços culturais e económicos se concretizam muito mais na prática humanismo do que na retórica dos banquetes e que o capital dos Hospitais Pediatricos não pode ser desbaratado por razões conjecturais e interesses da parcerias privadas , que na sua visão puramente gestionaria e economicista não se apercebem que com a destruição deste equipamento de Serviço Publico comprometerá a sua própria viabilidade pois corta pela raiz a reprodução e desenvolvimento do saber médico pediatrico.

Finalizando, referimos ainda como valor acrescentado dos Hospitais pediatricos, o facto de serem :

- Pólos geradores de afecto transversal a todos os grupos e classes sociais que dele indistintamente usufruem
- Um factor de coesão e identidade nacional (assente em valores mais consistentes e menos perenes que o futebol )
- O estabelecimento de laços com países de língua portuguesa que perduraram no futuro.
- Prestígio e sinal de civilidade das cidades que os acarinham ( no caso Lisboa )


Esclarecemos que não temos uma perspectiva isolacionista relativamente aos Hospitais de Adultos pois, ao assumimos a necessária independência e autonomia do hospital pediátrico, compreendemos como imprescindível a colaboração inter pares, quer em todas as situações clínico assistenciais com implicação multi disciplinar quer na complementaridade da troca de saberes e formação especializada, aliada a alguma poupança em economia de escala.

Consideramos não coerentes as opiniões que hiper valorizam experiências pessoais em unidades em hospitais polivalentes centrais ou distritais contrapondo-as aos erros de gestão e opções passadas eventualmente graves do Hospital D. Estefânia, pois não são de todo equiparáveis níveis assistenciais completamente distintos e não se justifica com os erros de gestão estratégicos do passado ou insuficiências no presente a destruição de um modelo e de um conceito imprescindíveis na rede dos cuidados de saúde materno - infantil de qualquer país desenvolvido.
Assim, por validas que estas experiências tenham sido, não podemos esquecer que só foram possíveis devido á existência do conceito e modelo de Hospital Pediátrico e que contribuíram ou vieram a permitir a sua formação como profissionais destes hospitais.
- De outra forma o consideramos relativamente aos Hospitais Centrais Mono bloco da década de 1950 em que os Serviços de Pediatria perdem-se nas prioridades e especialidades dos adultos e cuja concepção arquitectónico e administrativa tem implícita uma visão mais tecnocrática e desumanizada do acto médico pediátrico que dependerá mais da circunstancia e esforço os profissionais dedicados a pediatria pois estão desprovidos do apoio de personalidade representativa administrativa autónoma.

Uma entre outras conclusões....
Do acima exposto julgamos licito concluir que : A luta do Hospital D. Estefânia pelo conceito de " Hospital Pediátrico especializado", de que é precursor, deve ser entendida como do interesse da Pediatria Portuguesa e não como um problema localizado e do exclusivo domínio dos profissionais daquela instituição centenária .

Uma Ideia ao ar ......
Indagamos se não seria mutuamente digno e licito ponderar se o espaço do actual HDE, que deverá continuar obrigatoriamente relacionado com a Pediatria, não poderia vir a ser local de uma das sedes da Sociedade em epigrafe, que ali se idealizou e nasceu .



Nota:
Artigo de opinião , subscrito por um dos membros da Plataforma que se pretende apenas dinamizador de outras opiniões mais fundamentadas que gostaríamos de ouvir e publicar.

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Uma primeira nota informativa sôbre a Audiência com a Presidência da Republica.




Outubro 2008 - 00h30 CORREIO DA MANHÃ

Presidente da República recebe plataforma cívica a favor da construção de hospital pediátrico
Cavaco escuta pediatras
O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu ontem o movimento Plataforma Cívica para escutar os argumentos em defesa da construção em Lisboa de um hospital especializado em Pediatria.


http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=3EA63059-40C3-4653-90AE-56BF8AAB3A96
( para ler noticia copiar o titulo acima e inscreve-lo no motor de busca )



Agradecemos o facto da Presidência da República ter recebido a Plataforma Cívica em representação de 76.000 portugueses.
Agradecemos a atenção e amabilidade e compreensão com que o Sr. Presidente ouviu os nossos pontos de vista.
Evitando os subjectivismos e interpretações emotivas que naturalmente afloram em assunto desta importância mas que não devem nem podem ter lugar em breve elaboraremos um resumo desta reunião.

A audiência com o Sr. Presidente da Republica Portuguesa foi amplamente noticiada .....

Resultados da pesquisa na Google da Audiência do Presidente Anibal Cavaco Silva a Plataforma de defesa do Hospital D. Estefânia :


"Cavaco Silva recebe Gentil Martins em Belém - 11 horas atrás
Obter aqui Cavaco Silva irá receber, no Palácio de Belém, os signatários desta petição contra a inclusão do hospital Dona Estefânia no futuro hospital de ...
TSF Online - artigos relacionados 14 »

2. Cavaco Silva recebe Gentil Martins em Belém - TSF
6 Out 2008 ... Cavaco Silva irá receber, no Palácio de Belém, os signatários desta petição contra a inclusão do hospital Dona Estefânia no futuro hospital ...
tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1023253 - 11 horas atrás - Páginas Semelhantes
3. Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor ...
7 Out 2008 ... Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. Lisboa, 07 Out (Lusa) - O movimento ...
ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=366829&visual=26&rss=0 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
4. Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico
7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico.
www.destakes.com/redir/f8bc2c1c7360d970c711dfd4d4fd13d9 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
5. PUBLICO.PT
7 Out 2008 ... Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 07.10.2008 - 14h28 Lusa ...
ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345188 - 8 horas atrás - Páginas Semelhantes
6. Portal da Saúde - Hospital da Estefânia visitado pelo Presidente ...
Cavaco Silva justificou que a escolha desta unidade de saúde residiu no facto de considerar o Hospital D. Estefânia um bom exemplo do que se faz no país na ...
www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/arquivo/.../presidentevisitaestefania.htm - 23k - Em cache - Páginas Semelhantes
7. - Maria Cavaco Silva - Página Oficial da Presidência da República ...
Discurso da Drª Maria Cavaco Silva no Jantar Anual de Solidariedade da Liga dos Amigos das Crianças do Hospital D. Maria Pia ...
www.presidencia.pt/mariacavacosilva/?idc=33&idi=1207 - 17k - Em cache - Páginas Semelhantes
8. Renascença - Música e Informação Dia a Dia
7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico. O Presidente da República recebe hoje elementos de uma Plataforma que está contra a ...
www.rr.pt/InformacaoDetalhe.Aspx?AreaId=11&ContentId=262345&SubAreaId=53&ZoneId=11 - 7 horas atrás - Páginas Semelhantes
9. Visão - Últimas Notícias
Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 2008-10-07 13:40:26 ...
aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200810078861152 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
10. IOL Diário - Cavaco Silva inicia «outra fase»
Visita de Cavaco Silva ao Hospital D. Estefânia. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, indicou hoje que irá iniciar «uma outra fase» na sua acção ...
diario.iol.pt/noticia.html?id=668204&div_id=4071 - 35k - Em cache - Páginas Semelhantes"
Etc...
11. Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da ...

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Boletim Estefânia nº 4 . O Presidente da República recebe na 3ª Feira às 12 horas a Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa!




Texto integral do Boletim Estefânia nº 4

No dia 2 de Outubro, irá ser entregue na Presidência
da República a Petição Pública com mais de 76.000
assinaturas de cidadãos em defesa do Património do
Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital
Pediátrico para Lisboa.
Na sequência deste acto, às 12 horas do dia 7 de
Outubro, Sua Exª o Presidente da República
receberá a Plataforma Cívica que procurará
transmitir as suas preocupações sobre a delicada
situação de retrocesso em que o modelo programado
para o futuro Hospital de Todos os Santos coloca a
assistência pediátrica especializada de Lisboa e do
Sul do País.
No dia 15 de Julho, a “Plataforma em Defesa do
Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital
Pediátrico para Lisboa” foi recebida pela Srª Ministra da
Saúde em resposta a um pedido de audiência. Estiveram
presentes, a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua
Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma,
Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e
Pedro Paulo Mendes. Os principais aspectos da reunião,
que decorreu num clima de cordialidade e diálogo aberto
e construtivo, resumem-se ao seguinte:
- A Srª Ministra foi informada da existência do abaixo
assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao
Senhor Presidente da República, que defende a
preservação do património do Hospital Pediátrico Dona
Estefânia e um novo Hospital Pediátrico para Lisboa.
Por outro lado, recebeu o “Manifesto” da Plataforma
Cívica expressando as nossas preocupações quanto ao
futuro da assistência hospitalar pediátrica especializada,
tal como prevista no Plano Funcional conhecido para o
futuro Hospital de Todos os Santos
- Face às dúvidas e objecções apresentadas, a Srª
Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, se
defrontou com um projecto em andamento, não o
conhecendo em pormenor, mas (o que já fizera, em
parte) defenderia o primado da assistência pediátrica em
ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo
excepções pontuais, se claramente justificadas.
- Esclareceu que o Plano funcional divulgado pelo
Conselho de Administração já não era válido e que tinha
detectado vários pontos com que discordava,
manifestando uma posição favorável “à maior
individualização possível” dos Serviços de Crianças em
relação aos de Adultos, nomeadamente referindo as
áreas de Queimados, Cuidados Intensivos, Medicina
Física e Reabilitação e Pedopsiquiatria.
- No sentido dessa “maior individualização” a
Plataforma manifestou o seu entendimento sobre a
imprescindibilidade de um edifico pediátrico autónomo
(Hospital Pediátrico) comunicando com o hospital de
adultos e a autonomia de gestão da área pediátrica que
sublinhou ser absolutamente indispensável à defesa dos
interesses da criança. A Plataforma insistiu na
necessidade da completa separação funcional e
arquitectónica, entre crianças e adultos.
- A Srª Ministra mostrou entender a necessidade de
existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os
níveis, em particular nas valências e técnicas mais
complexas e especializadas. Referiu a necessidade de ter
os meios técnicos apropriados e individualizados para
todas as sub-especialidades com massa crítica suficiente
para justificar e rentabilizar os investimentos. A
Plataforma insistiu que tal deveria ser considerado,
nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia e
técnicas de hemodiálise que a Sra. Ministra, de
momento, admite comuns a crianças e adultos.
Reunião da Plataforma Cívica
com a Srª Ministra da Saúde
Entrega da Petição em defesa
do Hospital Pediátrico de
Lisboa a Sua Excelência o
Presidente da República
2
- A Sra. Ministra afirmou que iria reexaminar em detalhe
o Plano funcional actual e, face às preocupações da
Plataforma, lembrou que os aspectos arquitectónicos
ainda estão por definir. Avançou que o menor número de
camas pediátricas previsto resultava da actual duração
dos internamentos no Hospital, que considerava longa, e
da aposta na Cirurgia Ambulatória.
- A Srª Ministra assegurou que estava salvaguardada a
preocupação da Plataforma sobre o actual edifício do
Hospital de D. Estefânia e terreno envolvente que nunca
serão alienados para negócios imobiliários, continuando
dedicados à causa da criança, havendo já contactos com
a Câmara Municipal de Lisboa nesse sentido.
- A Plataforma considera a reunião globalmente positiva,
pesem embora as discordâncias manifestadas e
indefinições existentes. Nestas condições, urge divulgar
um novo plano funcional que, desde inicio, esteja
acessível ao Corpo Clínico do Hospital de Dona
Estefânia, evitando o mal-estar e suspeições sobre a
aparente continuidade do Plano Funcional actualmente
conhecido e rejeitado por vários sectores técnicos e
políticos. Neste panorama, estranha-se que
Coordenadores/Directores de Serviço do Hospital de D.
Estefânia continuassem a ser abordados pelo Conselho
de Administração para opinar sobre aquisição de
equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos
com base num plano funcional que, como se viu, está
desactualizado e ultrapassado.
- A Plataforma colocou-se ao dispor da Srª Ministra para
eventuais reuniões/esclarecimentos, só úteis após
divulgação do novo plano funcional ao Corpo Clínico do
Hospital de Dona Estefânia.
A Plataforma Cívica: Ana Soudo (Fisiatria), António Gentil
Martins (Cirurgia), Carlos Azevedo (Capelania), Fátima Alves
(Cirurgia), José Pedro Vieira (Neuro-Pediatria), Pedro Paulo Mendes
(Radiologia), Teresa Rocha (Anestesia)
Em 15 de Julho, a Plataforma Cívica interveio na Sessão
da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) e, perante os
órgãos da CML e formações políticas representadas,
alertou para a desclassificação da cidade de Lisboa
quanto à assistência pediátrica especializada se, como
projectado, o Hospital de Todos os Santos-Chelas leve à
destruição do Hospital de Dona Estefânia sem criar um
novo Hospital Pediátrico em Lisboa. A Presidência da
AML enviou as nossas questões aos órgãos adequados
solicitando respostas que, igualmente, aguardamos.
Contacte-nos pelo e-mail: estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um
novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet
Opinião: “Que linda janela virada para o rio”
-Ainda a Reunião do Conselho de Administração
com os profissionais do Hospital (Junho 2008)
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber, na reunião
promovida pelo Conselho de Administração (CA), que
os mais esclarecidos não sabem muito bem o que fazer...
Verificou-se existir uma confusão generalizada entre
“ambiente” e “espaço” e, sem nunca se esclarecer o que
é o “espaço” ou “ambiente” pediátrico, assim se
desenrolou uma reunião de mais de três horas falando
sobre este tema. Ficámos com a vaga ideia de que existe
uma preocupação sim, com o “espaço” e o “ambiente”
pediátrico e que ninguém quer misturar crianças com
adultos; mas, de acordo com o plano funcional do futuro
Hospital de Todos os Santos, em tudo o que são
especialidades “transversais”, aí, aparecem misturadas
as crianças e os adultos, numa promiscuidade
permanente e, para mim, condenável. Ficam assim o
“espaço” e “ambiente” pediátricos confinados aos
sanitários com 20 cm de altura, enorme preocupação
revelada no referido plano?
Na campanha promocional do Hospital de Todos os
Santos fala-se de História, mas da nossa história, de anos
de diferenciação, custeados pelos profissionais das
especialidades “transversais”, para conseguirmos uma
equipa dedicada exclusivamente à pediatria, ninguém
fala com o respeito que as crianças merecem.
O Departamento, ou Pólo, ou lá o que chama hoje em
dia o Hospital Dona Estefânia, tem técnicos com
formação pediátrica como nenhuma outra instituição
neste País e deveria estar orgulhoso disso e prestar, a
quem não tem, estes serviços, essa mais valia poderosa que
são técnicos com "olho pediátrico" capazes de avaliar, picar e
tratar crianças e bébés....à primeira e com gosto.
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber pelos mais
esclarecidos que o “número de crianças está a diminuir
no País, que essas crianças são mais
saudáveis....portanto não precisam de tanto espaço...”
Oh! Sr. Dr Dirigente., olhe que os meninos são menos,
mas os que adoecem estão mesmo doentes, têm
síndromas complicados, muitos têm malformações e
doenças crónicas. Não há nenhuma enfermaria deste
hospital onde se entre que não se reconheça 2 ou 3 dos
doentes que lá estão! Resumindo:
- Existe um plano funcional para o futuro hospital mas
tudo o que tem a ver com o funcionamento são questões
de pormenor e ainda não estão pensadas.
- Não nos temos que preocupar porque o novo Hospital
vai ser o “Máximo” e tudo vai ser bonito....
Uma sugestão: quando abrirem concurso para o
fardamento do pessoal do “ambiente” ou “espaço”
pediátrico, introduzam uns ténis de “rodinhas”; é que vai
facilitar! Além disso, eu diria, dá “ambiente” pediátrico.
Ah! É verdade, o que mais gostei na vossa apresentação
virtual foi ... daquela linda janela virada para o rio.....
Xana MC – Terapeuta Ocupacional HDE
A Plataforma Cívica na Assembleia
Municipal de Lisboa

Sábado, 27 de Setembro de 2008

Um novo Hospital Pediatrico para Lisboa , uma reevendicação já de 1953....





" Hospitais pediatricos são um direito de todas as crianças do mundo..."

Domingo, 7 de Setembro de 2008

Coimbra lutou pelo seu Novo Hospital Pediatrico e merecidamente o terá ! E Lisboa ?


O mesmo Ministro que assinou o fim do Hospital Pediátrico de Lisboa, em Coimbra disponibilizou verbas para uma mais rápida finalização do Novo Hospital Pediátrico! Uma incongruência,um golpe ao coração da pediatria portuguesa que urge corrigir!

História em dois capítulos :

1 :A LUTA

No Euro de 2004, Manuel Correia membro da Comissão de acompanhamento do novo Hospital Pediatrico de Coimbra escrevia:

O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA
Manuel Correia

"O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e a todas deve unir"
A situação vivida em torno da construção do novo Hospital Pediátrico de Coimbra configura um claro e triste exemplo do que é a incapacidade e incompetência dos sucessivos detentores do poder executivo, no sentido de estabelecerem hierarquias de prioridades que respondam, de facto, às reais necessidades e verdadeiros interesses colectivos.
A gravidade da situação não é de molde ao exercício da demagogia. Porém, fica-nos um profundo amargo de boca ao constatar o novo-riquismo e esbanjamento de recursos públicos em torno do Euro 2004. Triste espectáculo de insensibilidade e insanidade que levou à construção de mais estádios do que os necessários e a gastar dinheiro que não tínhamos, qualquer coisa como 1035 milhões.
Para gáudio de alguns milhares de adeptos mobilizaram-se vontades, asseguraram-se financiamentos, hipotecaram-se investimentos nas autarquias. De 15 em 15 dias acorrem as multidões rejubilando com as vitórias, entristecendo com as derrotas. A cidade e os cidadãos pouco ou nada ganharam.
Ao Hospital Pediátrico de Coimbra também, diariamente, acorrem multidões de crianças, famílias e equipas de profissionais dedicados e empenhados. Os primeiros chegam carregando a ansiedade, o receio e a esperança de vitória sobre a sorte adversa. Os segundos, sabem que os espera mais um difícil desafio, diariamente acumulam stress, carregando frustrações de promessas adiadas. Entram em campo e tudo esquecem, empenhando-se com energia e denodo procuram vencer os adversários mais resistentes de patologias e enfermidades várias. A crónica falta de condições físicas, materiais e humanas, não poucas vezes, dificulta-lhes o driblar da doença, impondo-lhe uma inexorável derrota. Todos os dias, crianças, famílias e profissionais saem ora rejubilando com as vitórias alcançadas, ora vergados pela tristeza da derrota pontual......
Estádio de futebol e Hospital Pediátrico são bem o espelho da nossa sociedade e da nossa cultura. A diferença de tratamento, a hierarquia de prioridades, a falta de vontade no desbloqueamento de situações, deixa-nos chocados, mas não imobilizados.
. Era e é um problema de saúde para a sua população. A cidade e a região devem unir-se mais uma vez e com redobrada energia para defender um projecto que não é apenas de Coimbra mas de toda uma região e do país. O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e todas deve unir.
JN - Manuel Correia, Membro da Comissão de Acompanhamento do Hospital Pediátrico de Coimbra #





2- A VITÓRIA DA RAZÃO EM COIMBRA E EM LISBOA UMA CONTRADIÇÃO INEXPLICAVEL QUE URGE DESFAZER

O mesmo Ministro Correia de Campos que assinou a diluição ( DESTRUIÇÃO) do Hospital Pediátrico D. Estefânia no Centro Hospitalar, antes de se demitir, em visita ao Hospital Pediátrico de Coimbra assumiu o compromisso explicito de abreviar a sua construção : (Artigo do J.N. )

-

"O Ministro da Saúde anunciou esta sexta-feira a antecipação em dez meses do prazo de conclusão do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que assim ficará pronto em Junho de 2009, noticia a agência Lusa.

Actualmente, a obra, cujo valor ascende a quase 45 milhões de euros, encontra-se executada em 34 por cento, mas hoje foi assumido publicamente um compromisso com o empreiteiro para encurtar os prazos, que estavam fixados em Maio de 2010.

«Há um duplo compromisso», declarou Correia de Campos durante a visita à obra, admitindo que a avaliação que irá ser feita sobre os benefícios e custos da antecipação apontem para «um equilíbrio, um resultado neutro».

Obra já teve vários atrasos

Confrontado com os atrasos que esta obra já teve, devido a imprevistos surgidos ao longo da execução dos trabalhos, nomeadamente com as linhas de água no subsolo, o governante salientou que o seu interesse «não é escarafunchar no passado», mas viabilizar o mais rápido possível um equipamento para as crianças da Região Centro.

Na opinião do ministro, é possível também, durante a obra, ir instalando os equipamentos, para que entre em funcionamento de imediato, ou pouco tempo depois. Os equipamentos para o novo Hospital Pediátrico de Coimbra estão orçados em 25 milhões de euros.

O mesmo assunto foi retomado por Correia de Campos na visita que efectuou ao actual Hospital Pediátrico de Coimbra, onde não chegou a realizar-se a anunciada ligação de telemedicina com Angola, que o iria pôr em contacto com o ministro da saúde angolano, devido a um problema técnico - uma ruptura num cabo óptico.

Correia de Campos referiu ser possível uma aquisição antecipada dos equipamentos para o novo hospital e exortou os presentes a colaborarem nesse processo, para acelerar a sua entrada em funcionamento.

163 camas para doentes
..........
«Não venho aqui assumir o compromisso, e que vocês fiquem de asa solta a fazer críticas» observou em relação ao novo hospital, que terá 163 camas para doentes, e uma área de construção de 90 mil metros quadrados.
O Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) e o Hospital Pediátrico David Bernardino, de Luanda, inauguraram no início de Novembro último uma consulta de telemedicina, que já permitiu avaliar os casos clínicos de 34 crianças em 8 sessões semanais


CONCLUSÃO:

Do acima exposto depreende-se que não existiu uma linha coerente de actuação relativamente aos cuidados Hospitalares de Saúde Terciários em Pediatria :
Lisboa a Capital do Pais ficaria destituída do Hospital Pediátrico mais antigo da Península Ibérica ao contrario de Coimbra e Porto que merecidamente e por esforço próprio terão os seus novos Hospitais Pediatricos.
Aguardamos assim com esperança do Novo Ministério uma declaração Publica de sinal contrário e que venha a desfazer este paradoxo inexplicavel que constitue um golpe no coração da Pediatria Portuguesa.
É obrigatório desde já reinstituir a autonomia e identidade Pediatrica dos orgãos de decisão do Hospital de D. Estefânia !

Apoia a Plataforma na luta por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa !

Nota: Artigos publicados e transcritos da Net. Omitimos alguns parágrafos alheios ao tema em discussão.

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

INFORMAÇÃO DA REUNIÃO "PLATAFORMA" COM A SRA. MINISTRA DA SAÚDE

Reunião da “Plataforma” com a Sra. Ministra da Saúde
Em 15 de Julho de 2008

Este encontro decorreu em ambiente de grande cordialidade e disponibilidade, resultando num diálogo aberto e construtivo. Nela estiveram presentes a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma, Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e Pedro Paulo Mendes.
A Sra Ministra foi informada da existência de um abaixo assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao Senhor Presidente da República, sendo-lhe entregue o “Manifesto” da Plataforma, representando as preocupações quanto ao futuro da Assistência Hospitalar Pediátrica especializada, no previsto Hospital de Todos os Santos, face ao Plano Funcional oficialmente conhecido.
Face ás dúvidas e objeções apresentadas, a Sra. Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, encontrou um projecto já em andamento, não o conhecendo em todos os pormenores, mas para o qual (o que já em parte fizera), defenderia o primado da assistência pediátrica em ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo raras excepções muito pontuais e devidamente justificadas.
Ficou desde logo a saber-se que o plano divulgado já não era válido e que a própria Sra. Ministra já tinha encontrado várias discordâncias, tendo uma posição favorável “à maior individualização possível” entre Serviços de Crianças e de Adultos, nomeadamente referindo as àreas de Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação e Pedo-Psiquiatria.
É no sentido desta “ maior individualização possível” que a Plataforma manifestou a sua clara preferência, não só por um edifício autónomo ( embora com fácil ligação ao Hospital de adultos ), como também por uma autonomia de Gestão da área Pediátrica, indispensável para uma mais completa defesa dos interesses da criança. A Plataforma insistiu pois na necessidade da existência de uma clara separação, não só funcional mas mesmo arquitetónica, entre crianças e adultos.
Mostrou entender a necessidade de existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os níveis, em particular nas valências e técnicas mais complexas e especializadas. Referiu nomeadamente a necessidade de ter os meios técnicos apropriados e individualizados para todas as sub-Especialidades com massa crítica suficiente para rentabilizar os investimentos. Isto poderá vir a ter de ser considerado, nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia, que a Sra. Ministra, neste momento, pensa comum ( bem como o de Hemodiálise ).
A Sra. Minstra afirmou que iria de novo examinar em detalhe o Plano funcional actualmente existente, face ás posições definidas pela Plataforma, lembrando que os aspectos arquitectónicos ainda estão por definir.
Comentou também que o menor número de camas previsto para as crianças resultava dos internamentos, que se consideravam excessivamente longos no Hospital de D. Estefânia,e da aposta na Cirurgia Ambulatória.
Finalmente assegurou que o actual edifício do Hospital de D. Estefânia e o seu terreno envolvente, nunca seriam alienados para negócios imobiliários, continuando dedicados á causa das crianças ( referindo mesmo contactos já havidos com a Câmara Municipal de Lisboa ).
Os Membros da Plataforma presentes na Reunião pensam que ela foi, globalmente, positiva, pesem embora as indefinições e discordâncias, ainda aparentemente existentes. Nestas condições considera-se que urge oficializar um novo plano funcional e que este deve ser de fácil e prévio livre acesso ao Corpo Clínico do Hospital, evitando os mal-entendidos que resultam de uma aparente continuidade do projecto actualmente conhecido ( dado que vários Coordenadores - Directores de Serviço do Hospital de D. Estefânia foram já chamados a pronunciar-se sobre a aquisição de equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos ).
A Plataforma colocou-se incondicionalmente ao dispor da Sra. Ministra para novas Reuniões, só úteis após ser conhecido o novo plano funcional, supostamente, definitivo.

A Plataforma

Documento entregue à Sra. Ministra da Saúde:
"Construímos esta Plataforma Cívica porque:
Somos defensores
:
- Do direito de Lisboa ( e do Sul do País) a ter um Hospital Pediátrico especializado, conceptual e tecnologicamente moderno e avançado, de acordo com os superiores interesses da criança, como vem sucedendo na esmagadora maioria das grandes cidades da Europa e da América do Norte, no espírito que levou à criação do Hospital de D.ª Estefânia por D.Pedro V e de acordo com os desejos de sua mulher, a raínha D.ª Estefânia, há cerca de 130 anos.
- Do direito das crianças a terem um espaço próprio, com ambiente hospitalar adequado, construído e organizado por forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades, físicas e psicológicas. Isso implica a concentração de meios, a nível transversal e vertical, de todas as áreas de assistência e apoio necessárias à criança e ao adolescente (mas sem que transversalidade possa significar partilha com adultos, como por vezes sugere o plano do futuro Hospital de Todos os Santos).
- Que os planos para a saúde materno-infantil devem nortear-se por directrizes que contemplem não só o presente, mas sobretudo o futuro. E nesse aspecto também um Hospital Pediátrico é prioritário, num País que justifica, justa e realisticamente, promover a natalidade.
- Que o actual espaço ocupado pelo Hospital de D.ª Estefânia é património cultural e afectivo da criança, da cidade e mesmo do País, há 131 anos (sendo um dos mais antigos da Europa), e que a ela deve manter-se dedicado, mesmo se o hospital pediátrico que defendemos possa vir a concretizar-se noutro local, reconhecendo as vantagens que poderão advir da proximidade (mas objectiva separação)com um Hospital para adultos.
Discordamos:
- Que o Hospital de D.ª Estefânia possa eventualmente ser transformado em mais um Serviço de Pediatria Médico-Cirúrgica, agregado ao futuro Hospital de Todos os Santos, com a condição da criança afastada dos núcleos de decisão. Um abaixo-assinado, com mais de 76 000 assinaturas, vem certamente dar razão a esta discordância.
Consideramos:
- Que o Plano Funcional apresentado para o futuro Hospital de Todos os Santos é redutor, não só na essência, como nos conteúdos, devendo ser radicalmente alterado, como aliás os seus promotores terão já reconhecido. Pretendendo apresentar-se como um Hospital "de ponta" subverte a continuidade da personalização dos cuidados necessários, da doença aguda até aos cuidados de recuperação e convalescença, podendo assim lesar gravemente a relação afectiva entre Profissional de Saúde/Doente/ Família, já natural e inicialmente estabelecida.
- Que se desconhecem eventuais parcerias a negociar para o financiamento e manutenção funcional das novas estruturas e eventuais condicionamentos com efeitos negativos na Assistência Pediátrica, mas foi positiva a afirmação pública da Sr.ª Ministra da Saúde, de que o actual espaço do Hospital D.ª Estefânia se manterá ao serviço da criança.
- Que será sempre uma mais-valia importante, uma estreita colaboração e uma articulação efectiva e eficaz entre o novo Hospital Pediátrico (Hospital D.ª Estefânia) e o novo Hospital de Adultos (Todos os Santos) e até nada obsta a que existam áreas partilhadas, como Biblioteca, refeitório, etc, desde que sem prejuízo na autonomia do que é específico dos interesses da criança.
Concluíndo:
Os superiores interesse da criança e do adolescente impõem a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico Polivalente, conceptual e tecnologicamnete moderno, com verdadeira autonomia técnico-administrativa.
"
Os Promotores da Plataforma.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Boletim nº3 - 131 Anos - Comemorar o Aniversario e Defender o Hospital Pediátrico !





Meu caro Hospital (Carta aberta)

A 17 de Julho de 2008 completas 131 anos de assistência às crianças doentes de Lisboa e do País e a
milhares de bebés que ajudaste a nascer. Seria justo motivo de comemoração mais de um século de
relevantes serviços ao País como “Hospital das crianças de Lisboa” e de símbolo de confiança para muitas
gerações de portugueses que te têm como referência de qualidade no cuidados à criança e à grávida e de modelo
de ambiente pediátrico.
Mas se, no actual processo da tua extinção e para glória do tratamento das crianças nas unidades de adultos do
futuro Hospital de Todos os Santos, te amputaram dos órgãos próprios de gestão e agora
aguardas na fila dos adjuntos do Centro Hospitalar de Lisboa-Centro por orientações nos cuidados à criança,
te retiraram autonomia de decidir sobre a forma de cuidar das crianças e já são agora os especialistas de
adultos que têm a última palavra, te desvalorizaram comissões de apoio e controlo técnico do hospital pediátrico e as aboliram ou subordinaram a comissões de adultos, te extinguiram os órgãos de opinião médica,
te destruíram a hierarquia técnica abolindo os Directores dos Serviços clínicos, transformando-os em
“Coordenadores” como se as equipas médicas fossem meras repartições administrativas,
te nomearam directores de serviços de adultos de outros hospitais (que a maioria dos nossos profissionais
não conhece nem sabe onde se encontram) como teus novos directores em quem, naturalmente, se deveria
confiar como vozes experientes e conhecedoras nas decisões médicas sobre doentes pediátricos complexos,
e agora, te vigiam serviços de perfil pediátrico com recurso a delegados disciplinadores vindos do exterior,
te enxotam os dadores benévolos de sangue e extinguem serviços que adquiriram acreditações
internacionais especificas de qualidade pelos seus elevadíssimos padrões de tratamento de crianças e
grávidas, passando a depender de hospitais de adultos sem qualquer acreditação, te mantêm a maternidade na indefinição e os seus profissionais expostos ao despojo por parte de serviços de outras instituições, te colocam em retrocesso evolutivo os profissionais diferenciados, que voltarão a tratar também de adultos e idosos doentes após muitos anos de investimento pessoal e treino técnico especializado na patologia da criança, então, desventurado Hospital de Dona Estefânia, apenas
exorto a Rainha Dona Estefânia pelo seu exemplo, os milhares de médicos, enfermeiros, técnicos, educadores,
administrativos, auxiliares e benfeitores que ao longo dos teus 131 anos ajudaram a criar e desenvolver o que
ainda hoje és e ... sinceramente, este ano não vejo que velas te irão apagar, nem tenho coragem de te iludir com
uma canção de parabéns.
Talvez para o ano!?

PS: quis enviar-te esta carta pessoal, mas como já não tens endereço nem órgãos próprios que te representem, optei por uma
“carta aberta”, esperando que a possas receber algures. Mário Coelho – Pediatra

“A coisa pior não é não ter conseguido; é nunca sequer ter tentado”

Há mais de 130 anos que aplica e desenvolve um modelo assistencial e de cuidados em ambiente
pediátrico próprio que sempre o diferenciou das restantes unidades hospitalares e o colocou no
imaginário colectivo dos cidadãos e das famílias como o “Hospital das crianças de Lisboa”. Aí são anualmente
realizados centenas de milhar de atendimentos, actos clínicos e exames, desde consultas em mais de 60 áreas
diferenciadas na saúde da criança, até actos de complexidade técnica e graus de intervencionismo
elevados, realizados por profissionais integralmente dedicados à saúde do feto, recém-nascido, criança e
adolescente, em condições que tendem a respeitar a natural bio-psico-especificidade desses doentes.
A reforma dos velhos Hospitais Civis de Lisboa, programada há mais de 50 anos e agora iniciada num
contexto económico particularmente desfavorável e numa onda gestionária de forte componente
economicista, tem como dano colateral o encerramento da actividade assistencial do Hospital
de Dona Estefânia e com ele, o fim do modelo de cuidados pediátricos integrais especializados que
constitui, só por si, um patamar civilizacional que deveria orgulhar a nação que o possui e os cidadãos que
dele desfrutam.

Hospital de Todos os Santos: opção redutora
Existem muitas alternativas de reforma do actual parque hospitalar de Lisboa e em particular dos seus velhos
Hospitais Civis. A localização ocidental proposta há décadas para a zona de Chelas, numa altura em que a
grande Lisboa era muito diferente da actual, tal como a configuração do futuro hospital geral de Todos os
Santos num modelo de meados do século passado e típico de hospitais periféricos são muito discutíveis e
vão originar significativos desequilíbrios na cobertura assistencial das populações, não só a pediátrica mas
de todos as idades. Nesse sentido, o novo hospital geral de Todos os Santos, em Chelas, a manterem-se os planos
actuais, será mais um “elefante branco” na negação do que deveria ter sido aprendido em casos anteriores e
uma opção muito questionável quer no seu plano financeiro e gestionário quer nos resultados sobre o
ordenamento da própria Cidade.
Os dirigentes não são donos do País nem das suas instituições, mas sim administradores da coisa pública
por delegação temporária dos cidadãos. Nesse sentido, não deveriam fechar, abrir ou substituir instituições
sem a demonstração cabal das razões e vantagens e sem ter em conta as implicações históricas, de utilidade
e sustentabilidade imediata e futura das suas acções. Uma vez que o Estado não dá sinais de se recordar
destes factos, resta aos cidadãos fazer uso do seu direito cívico de intervir pelas vias ainda possíveis para opinar
sobre o único cenário presente, o do projecto do futuro hospital geral em Chelas, designado por “Hospital de
Todos os Santos”.

Que defende a Plataforma Cívica e os milhares de subscritores da Petição?
De forma sintética, os objectivos da Plataforma Cívica e da filosofia da Petição podem organizar-se em dois eixos
de conceitos e valores ligados entre si: a defesa do património do Hospital de Dona Estefânia e a
concretização de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa. Em cada um destes aspectos defendemos que:

1 – Quanto ao património do Hospital de Dona Estefânia:
- se mantenha o espaço do Hospital como um património da criança, da sua dignidade e da sua
condição. Nesse conceito incluiu-se a possibilidade de ai se instalarem instituições e equipamentos de apoio e
defesa da criança, na vertente da saúde (como a doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada), ou outras.
- o espaço e os edifícios não sejam alienados aos interesses imobiliários e à pressão do estacionamento
na zona e se mantenha na esfera pública essa herança nacional e intergeracional com mais de 130 anos.
- se preserve o espaço patrimonial religioso único e se respeite gerações de cidadãos que veneram este local
com fé e a memória das crianças videntes de Fátima. - a designação de Dona Estefânia se mantenha em
qualquer estrutura futura a instalar no espaço, tenha ela a forma de Fundação, Instituto público ou outra.

2 – Quanto ao novo espaço hospitalar de Chelas para onde se propõe transferir o que restar do
Hospital de Dona Estefânia:
O que define o Hospital das crianças de Lisboa não são as paredes onde se aloja, sejam elas de moderna
fibra de vidro ou de antiga alvenaria. O seu elemento caracterizador é o serviço ímpar que presta à
população, através do exercício de um modelo único de cuidados prestados em ambiente pediátrico
adequado como tem vindo a ser conseguido ao longo de décadas de desenvolvimento da medicina especializada
do feto, do recém-nascido, da criança e do adolescente.
Nesse sentido, defendemos como mínimo aceitável que:
- sejam consideradas as orientações base do documento técnico elaborado pela Comissão Médica
do Hospital de Dona Estefânia em 2006 (Ver Boletim ”A Estefânia-No1, Maio 2008).
- o Hospital de Dona Estefânia seja transferido na sua totalidade e diferenciação pediátrica, sem mais
perdas, para um edifício autónomo e desenhado exclusivamente para as especificidades da assistência
à criança e que concretize a desejada criação de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa. Por todas as razões,
nada vemos que se possa opor a que esse novo hospital se continue a designar por Hospital de Dona Estefânia.
- o novo hospital pediátrico de Lisboa concretize os nossos desejos de modernização e uma verdadeira
diferenciação assistencial que, dentro de expectativas realistas de desenvolvimento dos equipamentos
específicos para a pediatria, tenha a criança doente como elemento central e não como um parceiro
acidental de utilização de equipamentos adquiridos para adultos e “ajeitados” para as características da criança.
Sempre defenderemos que a criança tem identidade e dignidade próprias e não deve ser tratada como
consorte ou titular menor de direitos de cidadania.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa disponha dos meios de diagnóstico e tratamento próprios para as
crianças e que a regra seja a de usufruir de ambiente e espaço pediátricos enquanto dura a sua estadia e
contacto com o hospital. Essas premissas devem verificar-se em internamento, consulta, urgência,
hospital de dia, intervenções cirúrgicas, técnicas invasivas ou exames especiais. Só evoluindo nesse
sentido e concretizando que o “ambiente pediátrico” envolve profissionais, pais e acompanhantes, se pode dar
lugar à modernidade e se contraria o inexplicável retrocesso que o plano funcional do futuro Hospital
de Todos os Santos encerra ao ignorar a especificidade da criança e das famílias nestes
vectores. Só em casos excepcionais de inexistência de alternativas pediátricas num futuro previsível, será licito
estabelecer a indispensável parceria com as unidades de adultos, tendo em conta que, ainda assim, a regra a
perseguir deve ser a dos técnicos de adultos se deslocarem ao hospital pediátrico e não o contrário.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa possua uma ligação fácil, interna e exclusiva ao(s) edifício(o) do
hospital de adultos e sejam considerados espaços quer para respostas de segurança a catástrofes locais e às
especificidades de controlo de pânico e evacuação de crianças, quer para o crescimento e desenvolvimento
do Hospital pediátrico nas décadas seguintes. Tal facto não exclui, antes pelo contrário, que existam espaços
comuns no novo pólo hospitalar que congreguem todos os profissionais e produzam economias benéficas de
escala, tais como: biblioteca, refeitório, anfiteatros, áreas de ensino, serviços administrativos, segurança, etc.
desde que as crianças não sejam penalizadas colateralmente.
- os profissionais que irão cuidar das crianças continuem a dispor da preparação técnica
apropriada e estejam imbuídos da indispensável vocação para este grupo etário, não sendo permitido o
“aproveitamento” de quaisquer outros funcionários para cuidar de crianças em escalas episódicas ou de
conveniência. Nesse sentido, o quadro de pessoal próprio do Hospital Pediátrico é uma necessidade de
qualidade e um factor indispensável do envolvimento dos profissionais e da sua dedicação e evolução na
patologia da criança.
- as comissões técnicas que lidam com situações próprias da pediatria e que raramente ou nunca se
encontram na medicina de adultos, sejam compostas por profissionais com formação, treino e experiência
pediátrica comprovada, como são os casos das Comissões de Ética, Farmácia e Terapêutica,
Humanização, etc.. A curta experiência de não aceitação inicial desta lógica pelos dirigentes do actual Centro
Hospitalar de Lisboa, acabou por levar à recente nomeação de subcomissões pediátricas específicas
como, em devido tempo, tinha sido aconselhado pela Comissão Médica do Hospital de Dona Estefânia.

A Plataforma Cívica

Visite o site da Plataforma Cívica em
www.campanhapelohde.blogspot.com

Opinião: “Assistência Pediátrica especializada: Lisboa capital do
3o Mundo?”
O futuro Hospital Geral de Todos os Santos-Chelas, com inauguração prevista para 2012 (?), tem sido
pomposamente apresentado como um grande e moderno hospital que irá “permitir” o encerramento de quatro
hospitais de Lisboa, incluindo o único hospital pediátrico da cidade e da zona sul do país – o
Hospital de Dona Estefânia. No projecto do novo hospital apenas ficará um bloco para a criança
encaixotado numa construção em tudo projectada para adultos e em que as crianças terão de repartir
múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos, com adultos e idosos. O anúncio tem sido repetido e
acompanhado pelo alto som das trombetas, procurando tornar inaudível qualquer reflexão técnica e cívica sobre
os danos concretos que mais um “elefante branco” trará, quer para o País, a cidade de Lisboa e a rede
pública de cuidados de saúde, quer para a assistência e a condição da criança de toda a zona sul do País.
Dada a amplitude dos prejuízos já identificados e rejeitados por dezenas de milhares de cidadãos (ver
Petição com mais de 76.000 assinaturas: Boletim No1-Maio- 2008), vários responsáveis políticos e institucionais
começam a despertar para, pelo menos, ouvir o que se passa sob a espuma propagandística. Esse dado é um
sinal de esperança no melhor funcionamento da nossa democracia com maior participação dos cidadãos e no
primado do interesse da comunidade.

Neste número 3 de “A Estefânia” apenas mencionarei alguns factos que, por excessiva boa fé de uns,
desactualização de conceitos ou linear ignorância de outros, constituem ameaças maiores à condição
futura das nossas crianças.
Ao destruir o único hospital pediátrico especializado da zona sul do País – O Hospital de Dona Estefânia –
reduzindo-o a um espaço diluído, física e funcionalmente, no futuro hospital geral de Chelas,
afirmando a sua adequação à pediatria e ao ambiente pediátrico especializado com base em actos de fé sem
consistência argumentativa validada quer pela experiência, quer pela evolução dos padrões da
assistência à criança a nível do mundo desenvolvido, os decisores colocam Portugal e a cidade de Lisboa ao
nível dos padrões conceptuais do 3o Mundo. Portugal e a sua capital constituirão um novo “caso estudo” de
como um país da Europa e do mundo desenvolvido, ocupando um lugar invejável no ranking mundial da
saúde muito à custa da espectacular melhoria dos índices de saúde infantil, adoptará os conceitos sanitários do
subdesenvolvimento na assistência à criança. Podem transmitir-nos que os males da extinção do
hospital pediátrico de Lisboa serão “compensados” pelo acervo tecnológico do novo hospital geral de Chelas,
mistificando o facto de um edifico novo, eventualmente bem equipado, não ser sinónimo de
um hospital moderno. O que faz a modernidade de um hospital é o exercício de conceitos modernos da
assistência médica especializada, nomeadamente pediátrica e essa terá de ser realizada em ambiente
pediátrico próprio, autónomo e protegido, levada à prática por profissionais com diferenciação e treino
pediátricos e suportada por equipamentos adequados e não “ajeitados” dos adultos. Pode mesmo o Plano
Funcional–“Anexo Pediátrico” prometer que o ambiente pediátrico do novo hospital geral de Chelas vai ser
muito mais que “Patos Donald” ou “Dragon Balls” espalhados generosamente pelas paredes e que também
estão previstas sanitas pequenininhas para atender às especificidades dos pequenininhos doentes. Mas mesmo
que tudo seja fervorosamente explicado sobre a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa, ainda ficará por
explicar porque é que, em termos de opções de saúde pediátrica especializada, Portugal com a sua cidade
capital passam a integrar o grupo de países sem hospitais pediátricos identificados (Quadro 1), boa
parte dos quais pertence ao 3o Mundo em índices de desenvolvimento humano, mortalidade infantil e
materna e, parte deles, têm regimes que ignoram grosseiramente necessidades e a opinião dos seus povos.

Quadro 1:Países SEM hospitais pediátricos
identificados
Andorra, Antiqua e Barbuda, Argélia, Bahamas, Barbados,
Barém, Belise, Benim, Botswana, Brunei*, Butão, Cabo-Verde, Camarões, Catar, Cazaquistão, Chade, Chipre,
Comoros, Costa do Marfim, Djibuiti, Eritreia, Estónia, Fidji, Gambia, Gana, Grenada, Guatemala*, Guiné, Guiné-Bissau,
Guiné Equatorial, Honduras, Iémen, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Kuwait*, Laos, Lesoto, Malásia, Malawi,
Maldivas, Malta, Maurícias, Mauritânia*, Micronésia, Moçambique, Namíbia, Nauru, Oman, Palau, Papua Nova-
Guiné, Quirguistão, Republica Centro Africana, Republica Democrática do Congo, Santa Lúcia, São Marino, São Tomé e
Príncipe, São Vicente e Granadinas, Serra Leoa, Sheycheles, Síria, São Cristóvão e Nevis, Somália, Suazilândia, Suriname,
Tailândia, Tajiquistão, Timor Leste, Tonga, Turquemenistão, Tuvalu, Usbequistão, Vanuatu, Zâmbia, Zimbabwe.
*Com hospitais pediátricos em projecto ou construção actual Haverá que explicar também esta particularidade lusa
de divergir dos países desenvolvidos, muitos dos quais são origem de famílias com crianças que procuram o
nosso país como destino seguro e europeu de férias. Não haverá que questionar porque é que países como os
referidos no Quadro 2 têm vários (p.v. dezenas) hospitais pediátricos, uns recentemente reabilitados e
modernizados e outros em actual construção de raiz?

Quadro 2:Países COM hospitais pediátricos Países da Comunidade Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica,
Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Holanda, Irlanda, Itália, Letónia,
Lituânia, Luxemburgo, Polónia, Portugal-Lisboa*, Portugal- Coimbra, Reino-Unido, Republica Checa, Suécia,), países
candidatos à CE (Croácia, Turquia), África do Sul, Albânia,Argentina, Arménia, Austrália, Brasil, Burundi, Canadá, Chile,
China, Cuba, Egipto, EUA, Índia, Indonésia, Israel, Marrocos, México, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Porto Rico, República
Dominicana, Roménia, Rússia, Suiça, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela, Afeganistão, Angola, Arábia Saudita,
Azerbaijão, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Bósnia, Burkina Faso, Cambodja, Colômbia, Congo, Coreia do Norte,
Coreia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Etiópia, Gabão, Geórgia, Haiti, Hong-Kong, Irão, Iraque, Jamaica,
Japão, Jordânia, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Madagáscar, Mali, México, Moldávia, Myanmar, Nepal,
Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Paraguai, Quénia, Ruanda, Samoa Ocidental, Senegal, Singapura, Sudão, Tanzânia, Togo,
Trindade e Tobago, Uganda, Vietname. * Portugal-Lisboa deixará este grupo em 2012 e integra o Quadro 1

Será que tantos países desenvolvidos ainda não tiveram o privilégio de descobrir a premunição portuguesa na
extinção dos hospitais especializados na saúde da criança? Ou será que os seus decisores pensam e actuam
de uma outra forma que consideram mais adequada ao estatuto e necessidades dos seus pequenos cidadãos e
ao seu próprio futuro como país?

Perante esta situação, não haverá que reflectir, que pensar um pouco? Não haverá respostas a dar? Não
haverá que esclarecer quais a verdadeiras razões para se destruir um dos primeiros hospitais pediátricos da
Europa e do Mundo – o Hospital de Dona Estefânia, hospital pediátrico de Lisboa - e os seus conceitos de
assistência à criança, substituindo-o por um sector de um edifício em tudo equiparado a um hospital geral
periférico?. Os responsáveis políticos do País não terão de se esclarecer e de esclarecer sobre estas questões?

Mário Coelho-Pediatra (Apoiante da Plataforma)

Envie-nos as usas opiniões para o e-mail:
estefania.boletim@gmail.com

Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital
de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa;
Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Informações sobre a entrega do Abaixo Assinado e da divulgação e apoios a campanha

Muitos apoiantes têm indagado quando será entregue o Abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa.

Esclarecemos que :

O Excelentíssimo Sr. Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva fez saber, na pessoa do Prof. António Gentil Martins que representou a plataforma nesta diligência, que:
" O Sr. Presidente terá muito gosto em vos receber e ouvir as vossas razões, solicitando contudo que previamente e por razão de protocolo institucional que antes fizemos chegar o Manifesto a Sra. Ministra da Saúde".
Por termos a mesma sensibilidade e confiarmos na capacidade de dialogo da actual Ministra , solicitamos a sua Secretaria, que fosse agendada uma entrevista com Dra. Ana Jorge , e que será (finalmente e depois de algum tempo de espera ) concretizada no próximo dia 15 de Julho.


Citando o Boletim Estefânia nº 2 (abaixo transcrito na integra):


"Ministra da Saúde recebe a Plataforma Cívica em 15 de Julho"
Por solicitação da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa (ver Boletim “A Estefânia” Nº1 Abril 2008), a Senhora Ministra da Saúde vai receber-nos no próximo dia 15 de Julho.
Na audiência procuraremos expor as razões de existência deste movimento resumidas no manifesto publicado No boletim nº1 “A Estefânia”
No próximo Boletim resumiremos o resultado dessa reunião.



Informamos ainda que a Plataforma, tem enviado o Boletim e Manifesto , para os diversos Partidos e grupos e comissões representadas na Assembleia da Republica e Governo na pessoa do Sr. Primeiro Ministro e organizações de apoio e defesa dos direitos da criança, e que a quase totalidade das entidades contactadas e nomeadamente o Sr. Primeiro-ministro, acusaram a recepção dos documentos por nos publicados e formal e atenciosamente, responderam-nos :
"agradecemos e será a dada a devida atenção a informação enviada"
(Este documentos estão no Arquivo da Plataforma e são de livre consulta)



Outras informações importantes:

"Após a entrevista do Grupo Municipal do PEV a elementos representantes da Plataforma de Defesa do património do HDE e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, foi apresentada na sessão de Assembleia Municipal de Lisboa, do dia 17 de Junho, uma Recomendação sobre o tema, que poderá ser consultada no URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=179&Itemid=36

Esta recomendação em Defesa do Hospital Pediatrico, foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa

A intervenção do Deputado Municipal Sobreda Antunes acerca da recomendação poderá também ser consultada no seguinte URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=177&Itemid=33


Nota dos editores :
Nota 1:Informa-se ainda que resultados práticos de outras entrevistas concedidas pela Plataforma serão igualmente aqui divulgados.

Nota 2 : Aceitamos apoios em Defesa do Hospital Pediatrico, de todas as forças politicas e organizaçoes culturais ou religiosas.
Nesta plataforma podem coexistir as diversas sensibilidades ideologicas e religiosas. Todas estas divergências estão contudo fora do circulo transparente que nos une na acção e que é a defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008